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Câmara realizará Sessão Solene para homenagear o poeta Cruz e Sousa

Câmara realizará Sessão Solene para homenagear Cruz e Sousa
 
Na Semana da Consciência Negra, de 13 a 20 de novembro, a Câmara de Vereadores de Laguna realizará Sessão Solene para fazer uma retratação pública ao poeta catarinense Cruz e Sousa.
 
Em 1884, Cruz e Sousa foi nomeado promotor de Laguna, porém foi recusado pelos políticos da cidade por ser negro, e não toma posse.
 
Uma Moção de Retratação e Reconhecimento, de autoria do vereador Peterson Crippa da Silva, e um Projeto de Lei de denominação de via pública, foram aprovados, por unanimidade, pelo plenário do Poder Legislativo Lagunense.
 
A Sessão Solene dará publicidade há esses atos. Uma placa será entregue ao Museu Cruz e Sousa, que será recebida pelo professor Rodolfo Pinto da Luz, presidente da Fundação Catarinense de Cultura.
 
As comemorações da Semana da Consciência Negra iniciam nesta segunda-feira (13), às 19h, no auditório da Udesc, em Laguna.
 
 
 
 
 
Biografia de Cruz e Sousa
 
Cruz e Sousa (1861-1898) foi um poeta brasileiro. Fez parte do Simbolismo, Movimento Literário que teve sua origem na França em 1870. A crítica francesa o considerou um dos mais importantes simbolistas da poesia ocidental.
 
João da Cruz e Sousa (1861-1898) nasceu em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina, no dia 24 de novembro de 1861. Filho de escravos alforriados nasceu livre. Foi criado como filho adotivo do Marechal de Campo, Guilherme Xavier de Sousa e Clarinda Fagundes de Sousa, de quem herdou o sobrenome. Aos sete anos fez seus primeiros versos. Aos oito anos declamava em salões e teatrinhos. Em 1871, com dez anos, matriculou-se no colégio Ateneu Provincial Catarinense, onde estudou durante cinco anos.
 
Amante das letras, em 1877, Cruz e Sousa da aula particular e começa a publicar seus versos em jornais da província. Em 1881, funda junto com Virgílio Várzea e Santos Lostada, o jornal literário "Colombo". Durante dois anos percorreu várias cidades brasileiras, junto com a Companhia de teatro de Julieta dos Santos.
 
Em 1883, aproxima-se do então presidente de Santa Catarina, Gama Rosa e, em 1884, foi nomeado promotor de Laguna, mas foi recusado pelos políticos e não toma posse. Nessa época, Cruz e Sousa já se destacava como fervoroso conferencista pró-abolição.
 
Em 1885, Cruz e Sousa estreia na literatura com "Tropas e Fantasias", em parceria com Virgílio Várzea. Nesse mesmo ano assumiu a direção do jornal "O Moleque". No ano da abolição, 1888, o poeta vai para o Rio de Janeiro, onde em 1890 fixa residência definitivamente, trabalhando como arquivista na Central do Brasil.
 
Em 1893, casa-se com a também poetisa, Gavita Rosa Gonçalves. Nesse mesmo ano, publica "Missal", poemas em prosa, e "Broquéis", versos. Com eles, Cruz e Sousa rompia com o Parnasianismo e introduzia o Simbolismo, em que a poesia aparece repleta de musicalidade.
 
Seus desgostos agravaram-se com o casamento e sua vida se transformou numa luta contra a miséria e a infelicidade, quando poucos reconheceram seu valor como poeta. Sua esposa tem crises nervosas, seus filhos são atacados pela tuberculose. A mesma moléstia atinge o poeta, que em 1898, muda-se para a cidade de Sítio, em Minas Gerais, à procura de alívio para o mal, mas faleceu logo depois. Seu corpo foi transladado para o Rio, num vagão de transporte de animais.
 
Em 1905, seu grande amigo e admirador, Nestor Vítor, publicou, em Paris, a obra maior do poeta, "Últimos Sonetos". A crítica francesa o considerou um dos mais importantes simbolistas da poesia ocidental. Sua obra completa, "Cruz e Souza, Obra Completa" foi publicada num volume de mais de oitocentas páginas, em comemorações do centenário de seu nascimento.
 
Cruz e Sousa faleceu na cidade de Sítio, em Minas Gerais, no dia 14 de março de 1898.
Fonte de pesquisa: https://www.ebiografia.com/cruz_e_sousa/

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